
Miastenia gravis de Alex Escobar foi descoberta depois de o jornalista apresentar dificuldades para falar durante uma transmissão esportiva nos Estados Unidos
A miastenia gravis de Alex Escobar veio à tona após um episódio que chamou atenção durante uma transmissão ao vivo. Em entrevista ao Fantástico, da TV Globo, neste domingo (13), o jornalista contou como os primeiros sintomas apareceram, passou por momentos de incerteza até chegar ao diagnóstico e explicou como pretende retomar a rotina profissional.
O problema começou com dificuldades para mastigar, cerca de dois meses antes da viagem para a cobertura da Copa do Mundo. Escobar contou que iniciava as refeições normalmente, mas, com o passar do tempo, tinha dificuldade para abrir a boca.
Miastenia gravis de Alex Escobar foi descoberta após dificuldade na fala
Durante uma transmissão do sportv News, o sintoma apareceu de maneira mais evidente. Antes de entrar ao vivo, Escobar já havia percebido novamente uma dificuldade durante o café da manhã. Quando começou a falar diante das câmeras, percebeu que algumas palavras não saíam corretamente.
“Minha língua estava dura, que é um sintoma da doença, da miastenia”, relatou.
Durante a participação, o jornalista repetiu a frase “Neymar treinou” enquanto tentava recuperar a fala e concluir a entrada. A situação chamou atenção nas redes sociais, mas Escobar explicou que estava consciente durante todo o episódio.
“Eu estava completamente consciente do que estava acontecendo”, afirmou.
Depois da transmissão, ele foi levado a um hospital e permaneceu internado por dois dias. Os exames descartaram um acidente vascular cerebral, o AVC, mas os médicos nos Estados Unidos chegaram a considerar a possibilidade de esclerose múltipla.
Diagnóstico mudou o rumo da investigação
Ainda nos Estados Unidos, Escobar encaminhou os resultados dos exames ao médico Emanuel, no Brasil. A hipótese de esclerose múltipla foi descartada, mas os exames apontaram uma massa no mediastino, região localizada no centro do tórax.
Sem uma conclusão definitiva, o jornalista retornou sozinho ao Brasil. A viagem, segundo ele, foi uma das etapas mais difíceis de todo o processo, justamente pela falta de respostas sobre o que estava acontecendo.
“Eu peguei um avião sozinho, voltando para casa e no escuro. Eu não tinha a menor ideia do que eu tinha. Podia ser tudo”, contou.
Já no Rio de Janeiro, Escobar foi encaminhado ao neurologista Felipe Schmidt, professor da Universidade do Estado do Rio de Janeiro, a Uerj. A partir da avaliação do especialista, surgiu a suspeita de miastenia gravis.
O diagnóstico também ajudou a explicar os sintomas que vinham aparecendo de forma gradual. A doença é autoimune e pode provocar fraqueza muscular, incluindo dificuldades relacionadas à fala e à mastigação.
Tumor no timo também foi identificado
Os exames ainda revelaram um tumor no timo, glândula localizada no peito. A orientação médica foi pela retirada da massa por meio de cirurgia.
Ao falar sobre a descoberta, Escobar relatou uma conversa com o neurologista sobre os riscos que poderiam existir caso o tumor não fosse identificado.
“O doutor Felipe, neurologista, falou: ‘Você tinha, acho, mais um ano de vida. Poderia morrer de infarto sem saber que tinha um tumor’”, contou.
Apesar da sequência de acontecimentos, o jornalista adotou uma visão positiva sobre a descoberta da doença e do tumor.
“Eu fui salvo pelo gongo. O gongo se chama miastenia. Então, tudo que eu tenho passado de perrengue, eu passo agradecendo”, afirmou.
Retorno ao trabalho será feito de forma gradual
A recuperação também terá impacto direto na carreira de Escobar. O jornalista explicou que pretende voltar às atividades aos poucos, começando pela gravação de textos em off, sem necessidade de aparecer diante das câmeras.
Na sequência, a ideia é realizar programas-piloto para observar como o organismo reage à rotina profissional. O retorno diante das câmeras dependerá da evolução do tratamento e do controle dos sintomas.
Escobar explicou que os medicamentos ainda estão sendo ajustados e que a estabilização completa não aconteceu.
“Os médicos dizem que a gente vai chegar num momento em que vai haver um ajuste de medicamento em que eu não vou ter mais sintoma. Esse momento não chegou totalmente ainda”, afirmou.
Por isso, o jornalista também pediu compreensão do público caso enfrente alguma dificuldade durante uma futura transmissão. A intenção, segundo ele, é permanecer no ar e esperar alguns segundos até que a fala volte ao normal.
“Eu só vou precisar de 30 segundinhos para que tudo volte ao normal. Então, não se assustem”, disse.
A história transforma um episódio que inicialmente provocou preocupação entre os espectadores em um processo de descoberta e adaptação. Agora, o principal objetivo de Escobar é avançar no tratamento e reconstruir gradualmente sua rotina diante das câmeras, enquanto a equipe médica acompanha a evolução do quadro.
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